O processo de tradução envolvidos na construção do discurso jurídico
Com relação ao processo de tradução envolvidos na construção do discurso jurídico podemos mencionar dois tipos de linguagem: a técnica e a vulgar, que seu processo pode assemelhar-se na translação de um discurso derivado numa língua para outra língua.
Como exemplifica a autora o discurso jurídico é constituído pela interação com os outros sistemas discursivos que compõem o nosso convívio. “O direito é uma linguagem que tem que estabelecer relações com virtualmente todas as outras linguagens do nosso mundo: linguagem científica e técnica, linguagem sociológica e psicológica [...]” (WHITE apud SILVA, 2001, p. 19)
Logo, devemos enfatizar que o discurso jurídico deve transitar entre o vulgar – técnico – vulgar, pois nosso dever é ser compreendido por todos, já que a linguística tem como foco a comunicação.
Já em relação a verdade ou verossimilhança do discurso jurídico podemos aludir que o termo verossimilhança designa o pressuposto de que aquilo que é narrado se assemelha à realidade, quer dizer, é a impressão de verdade que a ficção consegue provocar no leitor. Logo, é a organização lógica dos fatos no enredo.
Segundo Ribeiro (2001, p. 64) expõe que, a argumentação é uma condição da linguagem, assim “considera que não se coloca como preocupação para o direito a busca da verdade dos fatos, mas a construção de versões de fatos no mundo a partir de um trabalho com a linguagem”. Assim, inferimos que a relação linguagem/mundo decorre de uma construção de interpretações sobre fatos no mundo e não de uma verdade pronta e acabada.
Dessa forma, acreditamos que não existe apenas uma verdade, mas sim a relativização da noção de verdade, pois para a atividade jurídica o discurso é constituído a partir de uma construção