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À primeira vista, “A Revolução dos Bichos” é só uma genial sátira à Revolução Russa (1917). Sua narrativa relaciona pessoas, animais e eventos às transformações ocorridas na Rússia (ou URSS) no século 20.
É quase impossível imaginar “A Revolução dos Bichos” como uma fábula infantil. Apesar de toda temática animalista em que o livro é composto, George Orwell descreve a sociedade moderna com perfeição. Lido e aclamado em todo mundo, a obra escrita em 1945 facilmente se encaixa na atual realidade do mundo.
Contudo, como lembra o ditado do final da obra: “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros”, que se torna o único mandamento da Granja dos Bichos, a ilusão revolucionária é curta, acaba por corromper os que o detém.
Entretanto, embora Orwell tenha buscado mostrar uma época específica, sua obra pode e deve ser vista como uma alegoria a qualquer revolução em que os mais fracos tomam o poder e em seguida são por ele corrompidos.
A Guerra Fria transformou “A Revolução dos Bichos” num clássico da propaganda anticomunismo, mas suas lições são mais atuais que nunca, pois a concentração de poder, a manipulação das informações e as desigualdades são cada vez mais graves.
Na análise da Unisinos, os especialistas citam Orwell como um grande defensor da democracia e que todo o pano de fundo em que se desenrola esta estória demonstra grande crítica aos regimes arbitrários, à violência, ao desrespeito aos direitos fundamentais
Vejamos a comparação entre os políticos da época e seus respectivos personagens, representados principalmente pelos animais da fazenda:
• O czar Nicolau 2º era conhecido por seu pouco apreço pela população e tinha uma queda pelo álcool, sendo representado pelo Sr. Jones.
• Major: foi só após a morte de Marx que seus ideais igualitários foram aplicados.
• Napoleão, partidário do totalitarismo, foi criado para representar Stálin, o mais sanguinário dos líderes soviéticos.
• Bola-de-Neve tem destino