O Controle Exercido pelas Instituições Sociais e suas consequências
Em tempos mais antigos o poder do Estado era medido pela extensão territorial ou por sua riqueza, ou seja, quanto mais terras eram dominadas, mais rico era considerado o Estado. Com a modernidade, percebeu-se que o poder real estava nas mãos do povo e na sua força ativa, assim a vida das pessoas passou a ter uma atenção especial, pois elas eram a produção e representavam força que movia o poder do Estado.
Com o Capitalismo, as condições de vida das pessoas ganharam importância, pois interferia diretamente no poder do Estado, e assim surgiu a necessidade de um controle, a fim de que elas tenham um padrão de vida adequado para não prejudicar os interesses do governo.
Pela democracia, entram em ação os direitos humanos dos cidadãos, que ganharam certas ações de governo a fim de contribuir com a manutenção da saúde, vantagens essas que só ocorreram quando o Estado percebeu a importância das pessoas no sistema produtivo, pois cuidando bem dos indivíduos, eles vivem melhores e assim produzem melhor.
Dessa forma, se percebe a facilidade de controlar as pessoas envolvendo suas vontades do que impor à autoridade, biopoder que é usado também dentro das empresas, com técnicas que melhoram a produtividade, analisando o processo de trabalho em que o indivíduo está inserido, na melhor forma de executá-lo, até sua vida pessoal.
Porém, esse controle é realizado com base nos interesses e verdades da Instituição, pois ela tem a capacidade de dizer o que é certo e o que é errado, baseadas em seu próprio conhecimento.
A verdade está condicionada a um contexto histórico, a uma cultura, reflete o interesse de quem a determina, construída pela experiência adquirida. Ela não é única e universal, e ao discordar disso, e ao achar que é, estamos impedindo uma possível opinião contrária, e o seu real estabelecimento.
Ao se estabelecer uma verdade, ela se torna um ideal a ser seguido por uma Instituição, que pode