Os tempos hipermodernos
O livre é dividido em três grandes partes
Desde a antigüidade, a condenação do presente era a crítica mais comum apresentada pelos escritores, poetas e filósofos. Seja pela perspectiva da decadência (onde o passado era o lócus das virtudes e da felicidade e o presente era a conseqüência de uma grave degeneração – presente na concepção de Platão e outros pensadores antigos como no mundo cristão)
perspectiva moderna ( não mais o passado, e sim o futuro seria o lócus da felicidade vindoura – otimismo que caracteriza a filosofia das luzes – a ser atingida através do desenvolvimento e conquistas da ciência - o presente era visto como algo a ser superado).
No entanto, em virtude das catástrofes presenciadas pelo século XX, tanto o passado quanto o futuro acabaram desacreditados, surgindo a 3 tendência de supervalorizar o presente, o hoje.
Gilles mostra que as coisas não são assim tão simples, porque a consagração do presente não é tão evidente e porque as críticas feitas a essa consagração passam por cima do essencial.
Lipovetsky é um discípulo de tocqueville(primeiro que souber diagnosticar indivíduos preocupados com as respectiva felicidade pessoal)
Assim como tocqueville, as análises de gilles não se contentam com juízos apressados ele se preocupa em analisar sempre os dois aspectos do real, possibilitando uma análise mais detalhada dos fenômenos do mundo.
Da pós-modernidade à hipermodernidade: do gozo à angústia
A pós-modernidade se caracterizava como o momento histórico em que os freios institucionais que se opunham à emancipação individual, dando lugar às manifestações de desejos individuais subjetivos, e o âmbito social passa a ser um prolongamento do privado.
O indivíduo hipermoderno se encontra inquieto, mais gozando o presente como se não houvesse amanhã, e sim se cuidando no presente para chegar bem ao amanhã. Ou seja, pode-se tudo, mas o indivíduo faz apenas o que não apresenta perigo.
A perda do sentido