Fazer Universidade: Uma Proposta Metodológica
Cipriano Luckesi, Eloi Barreto, José Cosma, Naidison Baptista
Capitulo II : Universidade - criação e produção de conhecimento (págs.29-44) O texto inicia falando do processo de conhecimento que está fortemente vinculado à escola, que é o componente básico do sistema educacional, e que deve ser um lugar onde se cultive a reflexão analítica sobre a realidade e se criem conhecimentos com bases científicas. O texto depois inúmera alguns factos históricos sobre a evolução da universidade através dos tempos. Refere que na Grécia e na Roma antiga já existiam escolas de alto nível para as especializações em medicina, filosofia, retórica e direito. Porém, só por volta do final da idade média, a universidade nasce propriamente pela intervenção da Igreja Católica que passou a ser a responsável e unificadora do ensino superior, apesar de impor um forte clima de dogmatismo religioso. Nessa altura, a maioria dos trabalhos intelectuais eram sobre temas de fé, religião e filosofia, mas já com influencias a grandes filósofos Gregos, apesar dos pensamentos serem ainda vigiadas pela Igreja. Por volta do seculo XVI, com a crescente rebelião burguesa contra a ordem medieval, o conceito de universidade dogmática vigente não acompanha o novo espirito Renascentista e Reformista, fazendo com que as autoridades eclesiásticas passem a exercer de forma ainda mais autoritária a defesa dos seus dogmas. Só por volta do século XIX, a universidade napoleónica impulsionada pelo movimento Iluminista e o início da industrialização, começa a fazer mudar o modelo da universidade medieval para um modelo de espirito positivista, pragmático e utilitarista. O grande marco do nascimento da universidade moderna ocorre em Berlim em 1810, onde a universidade moderna passa a ser entendida como um centro de pesquisa, preparando o homem para estudar, desenvolver e produzir ciência. No Brasil, somente após a chegada da família Real em 1808, se inicia a