Adaptação ao meio liquido
A adaptação ao meio líquido é o primeiro passo para aqueles que iniciam práticas esportivas em meio aquáticos, como a piscina, por razões diversas como: medo, equilíbrio, gravidade e pressão diferenciadas. Este período é essencialmente responsável pelo desenvolvimento do aluno nas aulas, independente da idade, pois pode evitar traumas ou gerar traumas. Trabalha-se o medo existente e a probabilidade de evitar medos futuros, neste caso deve-se seguir uma sequencia pedagógica para identificar os medos, ou a falta deles, e trabalhar o corpo e mente para os exercícios futuros. Nesta sequencia sugere-se seguir a ordem:
Contato: neste momento se cria afinidades com a água e uma relação segura. Entrar na água e sentir as diferenças que ela implica na posição vertical, reconhecer profundidade, temperatura, e entender que o corpo domina a água naquele momento. Um trabalho psicológico com motivação exterior positiva gera confiança no aluno.
Equilíbrio: andar na água na posição vertical e sentir a turbulência ao redor do corpo e dominá-la, se locomover, agachar/flexionar os joelhos e levantar, movimentar MMSS e manter o equilíbrio.
Imersão: nesta fase o aluno deve se sentir o mais seguro possível, pois qualquer erro pode dificultar o andamento da aula e gerar uma memória negativa. Deve-se ensinar a apnéia para que o aluno entenda que deve prender a respiração para evitar transtorno, caso a água entre pela via aérea e lhe traga um grande desconforto ou até dor. Póde-se realizar exercícios lúdicos, pode auxiliar o aluno a imergir, tudo dependerá do aluno a sua frente.
Respiração básica: neste ponto o objetivo é tornar natural o ciclo respiratório dentro da água, e que se torna dificultoso pela inversão das vias – onde se puxa o ar pela boca e o solta pelo nariz , os profissionais incentivam que ao entrar com o nariz na água inicie-se o processo de soltura do ar pelo nariz, evitando assim que se entre água nas vias