A EMPRESA EM CRISE
1) INTRODUÇÃO:
- A CRISE DA EMPRESA PODE MANIFESTAR-SE DE FORMAS VARIADAS. ELA É ECONÔMICA QUANDO AS VENDAS DE PRODUTOS OU SERVIÇOS NÃO SE REALIZAM NA QUANTIDADE NECESSÁRIA À MANUTENÇÃO DO NEGÓCIO. É FINANCEIRA QUANDO FALTA A SOCIEDADE EMPRESÁRIA DINHEIRO EM CAIXA PARA PAGAR SUAS OBRIGAÇÕES. FINALMENTE A CRISE É PATRIMONIAL SE O ATIVO É INFERIOR AO PASSIVO, SE AS DIVIDAS SUPERAM OS BENS DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA.
- A CRISE DA EMPRESA PODE SER FATAL, GERANDO PREJUÍZOS NÃO SÓ PARA OS EMPREENDEDORES E INVESTIDORES QUE EMPREGARAM CAPITAL NO SEU DESENVOLVIMENTO, COMO PARA OS CREDORES E, EM ALGUNS CASOS, TAMBÉM PARA OUTROS AGENTES ECONÔMICOS.
- POR ISSO, MUITAS VEZES O DIREITO SE OCUPA EM CRIAR MECANISMOS JURÍDICOS E JUDICIAIS DE RECUPERAÇÃO DA EMPRESA.
2) SOLUÇÃO DE MERCADO E RECUPERAÇÃO DA EMPRESA:
- OCORRE A CHAMADA SOLUÇÃO DE MERCADO QUANDO A RECUPERAÇÃO DA EMPRESA FOI FRUTO DO NORMAL FUNCIONAMENTO DAS FORÇAS DO LIVRE MERCADO.
- A SUPERAÇÃO DA CRISE DA EMPRESA É RESULTANTE DE UMA SOLUÇÃO DE MERCADO QUANDO: OUTROS INVESTIDORES OU EMPREENDEDORES DISPÕEM-SE A PROVER OS RECURSOS E ADOTAR MEDIDAS DE SANEAMENTO ADMINISTRATIVO NECESSÁRIOS À ESTABILIZAÇÃO DA EMPRESA, PORQUE IDENTIFICAM NELA UMA OPORTUNIDADE DE GANHAR DINHEIRO. SE NÃO HOUVER SOLUÇÃO DE MERCADO PARA DETERMINADO NEGÓCIO, EM PRINCÍPIO, O MELHOR PARA A ECONOMIA É MESMO A FALÊNCIA DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA QUE O EXPLORAVA.
-É MUITO COMUM QUE O EMPREENDEDOR VALORIZE SUA EMPRESA DE MODO BEM PARTICULAR, PRINCIPALMENTE SE FOI O SEU INICIADOR E LHE DEVOTOU MUITOS ANOS E ENERGIA. TRATA-SE DE UM VALOR SUBJETIVO E INDIVIDUAL DERIVADO DA AUTO-IMAGEM DO EMPREENDEDOR, DA QUAL A EMPRESA SERVE DE PROJEÇÃO PSICOLÓGICA.
-A RECUPERAÇÃO DA EMPRESA POR INTERVENÇÃO DO APARATO ESTATAL (EXECUTIVO E JUDICIÁRIO) É JUSTIFICÁVEL APENAS SE A SOLUÇÃO DE MERCADO NÃO PÔDE FAZER CONCRETIZAR-SE POR DISFUNÇÃO DO SISTEMA DE LIBERDADE DE INICIATIVA, HÁ HIPÓTESE DE O EMPREENDEDOR ATRIBUIR À EMPRESA.
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