professor
UM DIÁLOGO POSSÍVEL
Rogério Drago
Universidade Federal do Espírito Santo rogerio.drago@gmail.com Resumo: Trata-se de um estudo que tem como objetivo central entender as possíveis relações existentes entre a construção democrática do projeto político-pedagógico e a inclusão de alunos com deficiência na escola comum. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa documental no município de Vitória-ES, com levantamento dos projetos pedagógicos das escolas de educação infantil e ensino fundamental, para assim vislumbrar os modos como a inclusão escolar aparece e é proposta neste documento. Preliminarmente tem-se percebido que a inclusão aparece em alguns projetos como algo a ser desenvolvido pela secretaria de educação e em outros como uma ação político pedagógica da escola e de seus sujeitos.
Palavras-chave: inclusão; projeto político pedagógico; escola democrática.
Introdução
O contexto educacional deste início de século tem-se mostrado ambíguo, complexo e, por que não dizer, refletindo a globalização que é típica de uma sociedade que tem sua base econômica pautada no capitalismo e na superficialidade das relações. Ou seja, temos observado que a escola hoje, apesar de se dizer democrática e abarcar todos os exemplos da macrossociedade – etnias, religiões, preferências sexuais, culturas – ainda se baseia num único tipo de aluno, vindo de uma classe social sem problemas, com uma família estruturada, em suma, um ser que não existe, ou se existiu ficou para trás há anos (séculos? milênios?).
Pensando numa escola que se reinventa e se reinterpreta a cada ano, semestre, dia, que não fica parada no espaço-tempo da ilusão de que todos aprendem da mesma forma, e ao mesmo tempo, de que todos têm capacidades iguais, este artigo tem como objetivo refletir sobre a importância que o projeto político pedagógico tem como uma das inúmeras possibilidades de efetivação do processo de educação inclusiva que não acabe nos