kant e a pedagogia
INTRODUÇÃO. A temática religião não está entre os principais assuntos abordados por Michel Foucault no seu percurso filosófico de investigação do saber, onde ele faz uma abordagem genealógica ao qual chamou de mecanismos de poder. Nesse percurso o pensador Francês investigou a evolução dos mecanismos, ou tecnologias, do poder, que passam por diversas adaptações e inovações ao longo da história das relaçoes politicas modernas da humanidade, num percurço que vem desde os rituais complexos aos mais simples do controle sutil das ações dos indivíduos. Embora Foucault não aborde de forma explicita a religião como sendo um desses mecanismos de dominação na sua obra filosofica, contudo, essa temática aparece especialmente em duas de suas obras, a saber: “A história da sexualidade I e em Vigiar e Punir”.
Sua trajetória arqueológica do saber identifica as instituições como importantes mecanismos do poder no processo de “docilização” do corpo como forma de instituição das regras morais que regem o indivíduo no âmbito do contexto social vigente. Dessa forma, ao analisarmos a importância das instituições nesse processo, pode-se constatar uma clara evidencia de que a religião, especialmente a cristã, predominante no contexto analisado por Foucault, mas não só esta como também o hospital e o sistema carcerário, por exemplo, teve sua importância no processo disciplinar do indivíduo, constituindo, portanto, um importante mecanismo no processo de construção do sujeito sociável. Nesta perspectiva, o presente trabalho tem como propósito investigar a influência da religião na formação do sujeito e comprovar as hipóteses de que a religião constitui um dos mais importantes mecanismos de controle e dominação do poder.
Para melhor dar conta dessa empresa, o presente artigo será dividido em dois tópicos principais, cujo primeiro objetivará responder a seguinte indagação: qual é o papel da religião na formação do sujeito? O segundo