Um passeio na contabilidade, da pré-história ao novo milênio
OLIVEIRA MARTINS, Maria de Fátima. Um Passeio na Contabilidade, da Pré-História ao Novo Milênio. Belém: Adcontar, 2001.
Desde muito tempo, antes de Cristo, a contabilidade está presente no ambiente social exercendo seu objetivo maior que é a informação. A princípio era utilizada pelo homem como instrumento de controle do crescimento patrimonial através da utilização de pedras e fichas de barro em formatos diversos, representando uma forma rústica de registro contábil. Aproximadamente 2.000 anos A C., no Egito, já existia a obrigatoriedade dos livros e documentos comercias. A fase moderna da contabilidade se dá por volta dos séculos XII E XIII, incentivado pelo auge da economia da época, onde na Europa, começaram a se formar grandes centros comerciais e, nesse mesmo período, ocorreram as primeiras manifestações das Partidas Dobradas que foi divulgada para o mundo através do Frade Francisco Lucca Passioli, matemático, que expôs o sistema de forma completa. A partir daí, o trabalho do frade evolui, ocasionando o surgimento de várias escolas, sendo elas: Contista, Teoria das Cinco Contas Gerais, Personalista, Neocontista, Controlista, Aziendalista e Patrimonialista. A junção de todas essas teorias italianas contribuiu para o desenvolvimento da contabilidade. Com a evolução da indústria e do comércio na América do Norte, a hegemonia italiana perdeu força. Na década de 60, período de Guerra no Vietnã, à postura do governo provocou a insatisfação do povo devido à malefícios econômicos, sociais e ambientais. Sendo assim, passou-se a ser exigido das empresas um comportamento moral e ético, devendo ser informados à sociedade os benefícios prestados aos funcionários e a sociedade, dando origem ao Balanço Social. A Europa aderiu a esse movimento, chamado de “Responsabilidade Social da Empresa” apenas nos anos 70. Além disso, fizeram-se necessárias demonstrações que evidenciasse dados sobre os recursos adicionais gerados na empresa e sua distribuição, bem como,