Psicologia organizacional
Consubstancia-se, a Modernidade[1], numa construção resultante de um esforço de desenvolvimento visível nas formas de vida e modalidades de organização social cujas origens A. Giddens coloca na Europa do século XVII e cuja “exportação” lhe confere, na actualidade, uma dimensão universal. O conceito de Modernidade[2] não só se relaciona com o espaço Europa e o período de tempo referenciado, mas também com um conjunto de características que, de forma generalizada, afectaram a realidade social. A sua manifestação política ocorre na promoção de um outro conceito: o de estabilidade. Isto mesmo através, por exemplo, do entendimento e congregação de esforços por parte das nações. É a partir daqui que assumem significado os conceito de público e privado, e que é despoletado um debate acervado em nome da distinção destas duas esferas. No domínio económico os principais traços radicam no desenvolvimento de novas modalidades de produção que necessariamente implicam inusitados métodos e técnicas orientadas pelo princípio da eficácia. Esta surge e instala-se como consequência do próprio desenvolvimento científico, isto é , enquanto efeito de uma crença absoluta na Ciência. A contemplação do progresso da Humanidade a partir daqui implica uma outra crença: a crença na universalidade, objectivável nos termos da possibilidade de fazer emergir todo este cenário em qualquer parte do mundo .É assim que a crença se distancia de referencias mais metafísicas e transcendentais e surge circunscrita a uma visão modernista: a fé no progresso e naquilo que é novo. A novidade das ideias, o comércio de novos produtos, a valorização do inusitado, contribuem para o emergir da noção de moda que surge muitas vezes ligada ao próprio conceito de Modernidade. Na acepção de J. Habermas (1988), a influência dos clássicos no mundo moderno teve consequências para a própria definição do conceito Modernidade. Esta dialéctica subjectiva deriva do facto de ,