Prova de Parentesco
Professora: Miriam Furtado Hartung
Aluno: Vitor Rufino
Resenha – O Crisântemo e a Espada
Ruth Benedict (Nova Iorque, 6 de Junho de 1887 — Nova Iorque, 17 de setembro de 1948) , foi uma antropóloga americana que se debruçou sobre as relações familiares e o processo de construção do individuo no seio da família japonesa. Ruth Benedict iniciou seus estudos em Vassar College, no ano de 1919, onde mais tarde viria trabalhar. Franz Boas, que é tido por muitos como um dos pais da antropologia americana, foi seu professor e orientador, tendo seus pontos de vista representados em seu trabalho. Com apoio do governo americano, Ruth Benedict viria a trabalhar com as famílias japoneses, e como era o processo de criação de um “típico” japonês: seus valores, suas cobranças, suas crenças e expectativas. Tais medidas foram tomadas porque instituições americanas, como o exército, enfrentavam dificuldade em lidar e compreender este adversário tão exótico aos seus olhos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o trabalho de antropólogos e diversos outros pesquisadores foi utilizado para melhor compreender quem era o inimigo com o qual estavam lidando, assim como as maneiras mais efetivas de quebrá-los ou atraí-los para sua causa. De certa forma, as relações familiares constroem um laço de dever e de pertencimento, que pode ser explorado com a chegada de um inimigo externo. As informações contidas em O Crisântemo e a Espada buscavam fornecer ao alto escalão do governo americano instrução sobre como se portar frente a conduta japonesa. Como ela coloca: “As convenções de guerra, que as nações ocidentais aceitaram como fatos consagrados da natureza humana, obviamente não existiam para os japoneses.” (p. 9). Ruth Benedict considerou a oportunidade para se debruçar sobre a questão do individuo e da sociedade, trabalhando com diversas famílias japonesas que viviam nos Estados Unidos. No entanto, um fator importante a ressaltar é que as regras