Organizaçao racional do trabalho
A tentativa de substituir métodos empíricos* e rudimentares pelos métodos científicos em todos os ofícios recebeu o nome de Organização Racional do Trabalho (ORT).
Para Taylor, o operário não tem capacidade, nem formação, nem meios para analisar cientificamente o seu trabalho e estabelecer racionalmente qual o método ou processo mais eficiente. Geralmente, o supervisor comum deixava ao arbítrio de cada operário á escolha do método ou processo para executar o seu trabalho, para encorajar a sua iniciativa. Porém, com a Administração Cientifica ocorre uma repartição de responsabilidades: a administração (gerência) fica com o planeamento (estudo minucioso do trabalho do operário e o estabelecimento do método de trabalho) e a supervisão (assistência contínua ao trabalhador durante a produção) e, o trabalhador fica com a execução do trabalho, pura e simplesmente.
A organização racional do trabalho (ORT) divide –se em:
a) Analise do trabalho e estudo dos tempos e movimento
Este aspecto consistia em determinar o tempo médio padrão para o desenvolvimento das tarefas da área produtiva. O principal motivo do estudo dos tempos e movimentos é a reestruturação da tarefa e movimentos mais simples e mais rápidos E trás as seguintes vantagens:
• Elimina movimentos inúteis e os substitui por outros mais eficazes.
• Racionaliza a selecção e treinamento do pessoal.
• Melhora a eficiência do operário e o rendimento da produção.
• Distribui uniformemente o trabalho, para que não haja períodos de falta ou excesso de trabalho.
• Oferece base uniforme para salários equitativos e prémios de produção.
Os objetivos do estudo dos tempos e movimentos eram os seguintes
• Eliminação de todo o desperdício do esforço humano.
• Adaptação dos operários a própria tarefa.
• Treinamento dos operários para melhor adequação ao seu trabalho.
• Maior especialização das atividades
• Estabelecimento de normas detalhadas de execução do trabalho
b) Divisão