EDUCAÇÃO PARA A LIBERDADE
EDUCAÇÃO PARA A LIBERDADE
BOMFIM, Almirene Francisca;
JESUS, Celita Ferreira de
FRANCISCO, Cristiane Rodrigues Neves;
BARROS, Rosiane da Silva e
FRANÇA, Dr. Raimundo
RESUMO
A obra “AÇÃO CULTURAL PARA A LIBERDADE” (1981), apresenta uma sugestão de educação de engajamento do sujeito em sua realidade, em seu conjunto, apreendendo-o e tornandose capaz de, ao criticá-lo, começar sua compreensão e transformação. O processo educativo inicia com a adaptação de consciência, por parte do sujeito, da categoria em que se encontra e na qual se encontram seus semelhantes. Isso é estudar, porque, como Freire diz, “Estudar não é um ato de consumir idéias, mas de criá-las e recriá-las.” (12) Para que se envolvam com a qualidade de vida dos seres humanos. Paulo Freire vê a educação com ação coletiva, solidária e não egoísta, trabalhando com, jamais sobre, os indivíduos a quem considera sujeitos e não objetos de sua ação.
Assim, com humildade e criticidade não se pode jamais aceitar a ingenuidade. Há que se ter posição crítica diante dos fatos, dos acontecimentos, da vida, do mundo.
PALAVRAS-CHAVE: Ação Libertação Cultura e Educação
INTRODUÇÃO
A atitude do educador é uma ação crítica de leitura do mundo que se responde com ação solidária e coletiva, visando à transformação, é preciso que o leitor não assuma a função de simples depósito de ideias, mas sim sujeitos que recriem, reinventem e reescrevam aquilo que leram, relacionando com outras áreas do conhecimento. A educação deve aceitar ver, entender e transformar as realidades individuais e sociais nas quais os sujeitos se encontram. No alcance em que há esse reconhecimento, ocorre a união dos reprimidos, não mais como minorias divididas entre si e passa a existir também, o reconhecimento da identidade dos interesses dos homens e mulheres que, na diversidade de suas realidades, se percebem como companheiros de uma mesma jornada. O pensamento freiriano nos remete a extensão política da