Consequencia da tecnologia nas organizações: o toyotismo
Trabalho de Direito e legislação Social
Consequencia da tecnologia nas organizações: O toyotismo
A III Revolução Industrial teve como característica a reestruturação produtiva, através de processos de inovação tecnológica e de gerenciamento. A nova organização do trabalho reuniu as tarefas fragmentadas do taylorismo e adicionou ao novo posto de trabalho outras atividades indiretas, como por exemplo, relacionada ao controle de qualidade e o suprimento logístico. Com essa integração, áreas fabris completas, até então indispensáveis, simplesmente desapareceram. Desde então as peças, os produtos e os serviços são feitos dentro dos padrões de qualidade com defeito zero e a linha de montagem fordista tomou o formato U, para facilitar a comunicação.
Essas alterações tornaram o interior das organizações mais complexas, foi a fase reconhecida como Toyotismo, em homenagem as racionalizações na produção bem sucedida na Toyota japonesa.
Por se tratar de um processo de melhoria continua, requisitava, a cada passo, mais preparo intelectual por parte dos empregados. E com isso as vantagens, são colocadas e cobradas responsabilidades gerenciais dos empregados. Essas alterações funcionais resumidas representam a chamada “especialização flexível”.
O Auge e a crise do toyotismo
Os ganhos de produtividade foram imensos. As empresas puderam eliminar seus estoques de matéria prima, máquinas velhas e de onerosa manutenção. A produção passou a ocorrer após a venda fechada e garantida, técnica chamada de produção puxada. Isso sem onerar a mão de obra e sim reduzi-la.
Consequentemente trouxe uma impressionante ociosidade de pessoas da noite para o dia, vieram as demissões em massa e assim a exclusão social.
A cada ano, os balanços das empresas demonstravam lucros recordes, que geraram a mundialização do capital e a praga financeira das dívidas externas de muitos países. Empresas obtiveram lucros excessivos com a destruição social.
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