O lugar do individuo em maquiavel e hobbes
José Fernando Rodrigues de Souza
FICHA CRITICA
Estudo sobre a noção de indivíduo, o uso operacional do conceito de razão e estado, fazer uma análise contrastando a obra maquiaveliana e hobbesiana - usando como parâmetros o cenário e as circunstâncias de suas angústias e reflexões.
ESTRUTURA DO TEXTO:
Partindo do objetivo de estudo do texto: “O lugar do individuo em Maquiavel e Hobbes” de José Fernando Rodriguez de Souza. Aponta-se a noção do individuo, o uso do conceito de razão de estado, fazendo uma análise contrastando a obra de maquiaveliana e hobbesiana, usando o cenário e as circunstâncias de suas angustias e reflexões. Autores esses abordados por José Fernando que os considera fundadores da ciência politica moderna, geniais inventores de vários paradigmas do estado moderno até mesmo democrático.
Maquiavel propunha um método em que pensava os homens e o politico como realidades naturais, sujeito a explicações naturais. A obra maquiaveliana faz elogio da virilidade, astúcia, força e do valor individual renovado de um homem, o delator da fortuna, o revelador da virtú. Aponta o nascimento do “um” do indivíduo.
Tanto Maquiavel como Hobbes são individualistas, o que era produto da era moderna em formação. O individualismo crescente é um traço característico do século XVI e XVII. Os dois preocupavam-se com a independência do homem, com o isolamento de seu semelhante e em questão disso chega a suscitar a origem da sociedade politica.
Para Hobbes o estado é obra de todos os indivíduos r não de um como em Maquiavel. O individuo de Hobbes é autor dos atos do soberano, pois o soberano é representante. O homem é um ser de artificio e invenção. O individuo e sua vontade é o fundamento da sua legitimidade politica, sendo esse individualismo que está na origem de seu absolutismo. Maquiavel se mostra pessimista em certo sentido em referencia ao homem. Já Hobbes é sempre pessimista e se estende a todos