A Escola Alemã De caráter extremamente nacionalista, a ginástica surge na Alemanha com o objetivo de preparar os corpos para a defesa da pátria, uma vez que esse país ainda não havia conquistado sua unidade territorial e vivia sob a constante ameaça de guerras. “Era preciso, portanto, criar um forte espírito nacionalista para atingir a unidade, a qual seria conseguida com homens e mulheres fortes, robustos e saudáveis” (SOARES, 2002, p.53). Para tanto, seus idealizadores apoiaram-se nas ciências biológicas, para desenvolver seus métodos. Em 1760, inspirado nas doutrinas pedagógicas de Jean Jacques Rousseau (1712-1778) e John Locke (1632-1704), Johann Bernard Basedow (1723-1790) iniciou um processo de estruturação, denominado Método Alemão, que posteriormente atingiu o ápice com os trabalhos de Johann Christoph Friedrich Guts-Muths (1759-1839), Adolph Spiess (1810-18540 e Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852). Guts-Muths foi considerado o Pai da Ginástica Pedagógica. Para ele, deveria ser organizada pelo Estado e ministrada todos os dias e para todos. Spiess preocupou-se com a inserção da ginástica nas escolas e procurou colocá-la no mesmo plano das demais disciplinas escolares. Jahn, principal responsável pela disseminação do método entre a população, trouxe ao seu sistema o caráter militarista e extremamente patriótico, chegando a criar termos próprios, como por exemplo a palavra “Turnen” que significa ginástica (RAMOS, 1982). Os exercícios tinham objetivos que transcendiam a forma física. “O turnen também tinha um exercício moral: alcançar autoconfiança, autodisciplina, independência, lealdade, e obediência. Essas eram as metas a serem atingidas por meio de atividades completas e informais” (PUBLIO, 2005, p. 17). Os exercícios ginásticos, coordenados paulatinamente, foram grupados em dezessete famílias: marchar, correr, saltar, tomar impulso (no cavalete e no cavalo), equilibrar, exercícios de barra, exercícios de paralela, trepar, arremessar, puxar,