TRADIÇÃO VIVA:HISTÒRIA DA ÁFRICA
A.Hampaté Bá
Segundo autor quando se fala de tradição viva em relação à história africana, referi-nos à tradição oral, e que nenhuma tentativa de penetrar a história e o espírito dos povos africanos terá validade a menos que se debruce nessa herança de conhecimentos de toda espécie, pacientemente transmitidos de boca a ouvido, de mestre a discípulo, ao longo dos séculos. Amadou Hampaté Bá, relata que na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima. Esta fala expressa exatamente a importância da transmissão oral no continente e a sensação de ouvir um sábio africano relatar suas experiências.
A tradição viva é nada mais que a manutenção da verdade através da história oral, que possibilita uma construção do conhecimento, identitário de indivíduo para indivíduo, para que ao passar do tempo, não venha perder os seus costumes, mesmo se vier participar de vivências de outros indivíduos. Durante muito tempo julgou-se que povos sem escrita eram povos sem cultura. Felizmente, esse conceito infundado começou a desmoronar graças aos trabalhos realizados por alguns estudiosos e etnólogos do mundo inteiro. Nas sociedades orais não apenas a função da memória é mais desenvolvida, mas também a ligação entre o homem e a Palavra , a fala do africano,é uma arma poderosa no que se refere a tradiçaõ viva em África, os transmissores dessas palavras são altamente preparados e capacitados para a preservação de suas identidades através dos conhecimentos tradicionais.
Com relação as suas tradições o sujeito africano tem total credibilidade na fala dos anciãos, pois eles são pessoas da verdade, donos de um arcabouço de conhecimentos práticos, segundo o autor estes anciãos são para os africanos verdadeiras riquezas para as suas tribos, homens preparados e educados para disseminar os conhecimentos da cultura africana.
Segundo o autor