Segurança alimentar
O Brasil manteve a 31ª posição no Índice Global de Segurança Alimentar do Fator de Ajuste de Preços, que avalia a segurança alimentar em 105 países. A ferramenta foi apresentada nesta quarta-feira (17/10) pela Economist Intelligence Unit (EIU). Desenvolvido pela EIU em parceria com a DuPont, os dados são atualizados a cada três meses com base em estudos de especialistas internacionais empolítica agrícola e alimentar. O índice vai analisar o impactodas mudanças de preços sobre a capacidade de um país de arcar com o custo dos alimentos.
Apesar da sua posição no ranking, o Brasil registrou queda de 1,9 pontos na nota final (totalizando 65,7 pontos no índice que vai de zero a 100). O aumento de preço dascommodities agrícolas, principalmente devido à estiagemem grandes regiões produtoras em todo o mundo, afetou o acesso da população aos alimentos, segundo análise da ferramenta.
"Muitos fatores afetam o preço dos alimentos, desde a crescente demanda nos mercados emergentes até mudanças bruscas no clima. Os preços elevados podem afetar a segurança alimentar, limitando o poder de compra dosconsumidores", destacou Leo Abruzzese, diretor de previsões globais da EIU.
Para o vice-presidente executivo da DuPont, James C. Borel, o Fator de Ajustes de Preços vai ajudar os países envolvidos a entender melhor e buscar soluções para a fome em todo o mundo.
O vencedor do World Food Prize 2002 e diretor do Earth Institute, da Universidade de Columbia (EUA), Pedro Sanchez, destacou que há diversos elementos que impactam individualmente a segurança alimentar em cada país e que a grande contribuição da ferramenta será mensurar o impacto de cada elemento desse. Ele também ressaltou o papel de países da América Latina, como o Brasil e a Argentina, importantes produtores de commodities agrícolas, no impacto dos custos dos alimentos no mundo.
Segundo estimativas do Banco Mundial, a elevação dos custos dos alimentos