meperidina
Nome comercial:
Petidina, meperidina, piperosal, dolosal, demerol, dolantina
Conceito:
Inicialmente sintetizada como um agente anticolinérgico, devido a sua estrutura química semelhante à atropina, a meperidina revelou-se um fármaco com propiedades analgésicas de relevância, sendo o primeiro opióide sintético aprovado para utilização em humanos. Em 1946, Way descreveu sua atividade anestésico-local ao observar que a meperidina a 1% tinha a capacidade de inibir as fibras sensitivas do nervo ciático, em rãs de laboratório, aproximadamente com mesma velocidade da cocaína a 1%2 . A propriedade de associar dois mecanismos de ação, analgésico e anestésico local, tem permitido sua utilização por diferentes vias (espinhal, peridural, venosa, intrarticular).
As preparações comerciais da meperidina são muito solúveis em água e álcool, com um pH que oscila entre 3,5 e 6 e apresenta ponto de ebulição de 186°c a 189°c. Apresenta incompatibilidade física e química com soluções que contenham aminofilina, barbitúricos, heparina sódica, sulfato de efedrina, succinato sódico de hidrocortisona e metilprednisolona, sulfato demorfina, bicarbonato de sódio e tiopental sódico.
Tem início de ação mais rápido que a morfina, alcançando pico analgésico após 60 minutos da administração oral, 40 a 60 min após administração subcutânea e 30 a 50 min após injeção intramuscular. Pela via intravenosa, o efeito analgésico máximo é atingido em 4 a 5 minutos. A duração da analgesia é de 2 a 4 horas, sendo também menor do que a da morfina.
Indicação:
Está indicada nos estados de dor e espasmos de várias etiologias, tais como: infarto agudo do miocárdio, glaucoma agudo, pós-operatórios, dor conseqüente a neoplasia maligna, espasmos da musculatura lisa do trato gastrintestinal, biliar, urogenital e vascular, rigidez e espasmos do orifício interno do colo uterino durante trabalho de parto e tetania uterina. Pode ser empregada ainda como pré-anestésico ou como terapia de apoio ao