História do cinema brasileiro
Diferente de outros paises, o cinema brasileiro demorou para se desenvolver. Chegaram ao Rio de Janeiro aparelhos de projeção cinematográfica em 1898 foram realizadas as primeiras filmagens no Brasil. Porém só em 1907 o comercio cinematográfico começa a se desenvolver. Nesta fase predominou filmes de reconstituição de fatos do dia-a-dia. A partir de 1912, os filmes eram produzidos com menos de uma hora de projeção, época em que o cinema nacional encarou forte crise perante o domínio norte-americano nas salas de exibição, os cine-jornais e documentários é que captavam recursos para as produções de ficção. Em 1925, a qualidade e o ritmo das produções aumentam, o cinema mudo brasileiro se consolida e os veículos de comunicação da época inauguram colunas para divulgar o nosso cinema. Entre os anos 30 e 40, o cinema falado abre um reinício para a produção nacional que se limita ao Rio em comédias populares, conhecidas como chanchadas musicais que lançaram atores como Mesquitinha, Oscarito e Grande Otelo.. No período de 1950 a 1960, em São Paulo, paralelo à fundação do Teatro Brasileiro de Comédia e abertura do Museu de Arte Moderna, surge o estúdio da Vera Cruz que através de fortes investimentos e contratação de profissionais estrangeiros busca produzirem no Brasil, uma linha de filmes sérios, com uma preocupação estético-cultural. A Vera Cruz tinha uma produção cara e de qualidade, mas faltava-lhe uma distribuidora própria e salas para absorver a sua produção, uma de suas produções foi premiada em Cannes, o filme Cangaceiro, de Lima Barreto. O grande salto de desenvolvimento do cinema nacional ocorreu somente na década de 1960. Com o conhecido “Cinema Novo”, vários filmes ganharam destaque nos cenários nacional e internacional. Podemos dizer que o marco inicial desta época de prosperidade cinematográfica nacional foi o lançamento do filme “O Pagador de Promessas”, escrito e dirigido por Anselmo