Fonte Histórica
FLORES, Elio Chaves. Lições do professor Braudel: O Mediterrâneo, a África e o Atlântico (Afro-Ásia) 2008.
O texto de Élio Flores é desenvolvido mediante as lições do professor Francês Fernand Achille Braudell. Braudell além de professor é reconhecido como o mais importante historiador do século XIX, na segunda geração da escola dos Annales. Firmando-se como o historiador da África do Norte. Em 1979 lança a obra “Civilização material, economia e capitalismo”, na qual fala pela primeira vez ao termo “Áfica Negra”. Braudel apropria-se das críticas de Philippe Perrenoud, a ilusão de um profissional não pesquisador. As lições braudelianas são quatro. A primeira diz que as civilizações são espaços, sociedades, economias e mentalidades coletivas. A segunda afirma que os continentes são fragmentos de economias e terras, oceanos, deslocamentos culturais. Seguida pela questão das temporlidades, que só podem ser entendidas mediante as territorialidades. A quarta lição, sobre a evolução do mundo atlântico ocasionou o deslocamento da África Negra oriental para o ocidente. Dos continentes estudados por Braudel, Flores destaca a África Negra.
Mas primeiramente, Flores aborda a questão do Mediterrâneo, substantivo que intitula o livro de Braudel em 1965, escrito diante de três registros seqüenciais, com o objetivo de entender em suas grandes divergências, o passado, surgindo a sua contemporaneidade, assim como suas ações e suas controvérsias, descrevendo a concentração das civilizações mediterrânicas e suas histórias. O “Mediterrâneo” é criticado por Yves Lacoste. Yves acredita que as classificações temporais presentes na obra, resultam das representações do espaço mediterrânico que agradaram Braudel. Segundo Lacoste o que tornou Fernand Braudel um importante historiador, não foram os instrumentos historiográficos, mas sua obsessão geográfica. Braudel afirma que a África mediterrânea é local de importante disputa entre os impérios