ESTUDO DE CASO: RENAULT NO BRASIL E NO MUNDO
1 – Pergunta central:
Que modelos a Renault do Brasil deve fabricar em massa e exportar para outros mercados? Para quais mercados deveria ser dirigida essa exportação?
2 – Fatores a considerar
- Ganhos de escala
- Análise setorial do mercado de automóveis do Brasil naquela ocasião. Excesso de oferta por capacidade de produção ociosa. Ver modelo das Cinco forças de Porter (1980).
- Vantagens competitivas da indústria brasileira.
- Insersão do Brasil no Mercosul.
Deve ser fabricado modelos populares, pois além de atender bem o mercado interno, teriam bom potencial para venda em outros grandes países emergentes, como por exemplo a China, a Ìndia e a Rússia
A estratégia traçada pela Renault foi o de complementar sua presença internacional por meio de uma parceria com outro grande fabricante. As dificuldades enfrentadas pela empresa japonesa Nissan, a qual apesar de tudo, detinha uma marca respeitável e uma reputação de qualidade e boa engenharia, apresentaram-se como uma oportunidade para a Renault. Devido a aliança com a Nissan, houve um compartilhamento de recursos para gerar economias de escala. Isto foi conseguido através de plataformas comuns, famílias comuns de conjuntos motor-transmissão, política de compras com coordenação mundial, distribuição compartilhada na Europa, compartilhamento de produção e sistemas de informação.
Taxas de importação reduzidas foram o instrumento principal do governo no contexto do regime automotivo. Ao usar este instrumento de política comercial, criou-se uma situação delicada frente ao governo argentino, que foi o primeiro a permitir um regime especial para a indústria automotiva, tentando atrair o maior número possível de empresas que quisessem montar fábricas no mercado do Mercosul. O governo argentino reagiu rapidamente, lançando um severo protesto contra as medidas brasileiras. Contudo, as montadoras entenderam a mensagem, a saber, que seria de bom alvitre não dirigir