Cultura Baiana
A Bahia é uma terra de cultura sofisticada, entre as mais tradicionais e ricas da América. Historicamente, as raízes da nação brasileira estão na Bahia. O Estado tem sido um celeiro de mentes brilhantes, cientistas, engenheiros, escritores, poetas, músicos e artistas.
A Bahia abrigou os primeiros povoados brasileiros com europeus, em Porto Seguro (1500) e Caravelas (1503). Abrigou as primeiras missas e a primeira igreja.
Por volta de 1509, o patriarca da Nação Brasileira, Caramuru, cavaleiro da Casa Real, naufragou no Rio Vermelho. Em 1528, ele se casou, na França, com a princesa tupinambá Paraguaçu, o primeiro brasileiro documentado. Seus filhos casaram-se com nobres portugueses. Grande parte da aristocracia baiana e brasileira era descendente dos tupinambás baianos.
Na Bahia começou a educação formal do Brasil, com a chegada dos jesuítas e a fundação de Salvador, em 1549. O Colégio dos Jesuítas da Bahia, fundado por Manoel da Nóbrega, era a principal instituição de ensino da América Lusitana, até meados do século 18. Foi a primeira universidade do Brasil.
Os africanos chegaram como escravos dos século 16 ao 19 e foram um importante elemento da matriz cultural baiana.
Nos séculos 19 e 20 chegaram os imigrantes europeus e asiáticos, principalmente ingleses, portugueses, galegos, alemães, suíços, italianos, japoneses, sírios e libaneses. Eles contribuíram para enriquecer a cultura local.
A religiosidade é um vetor marcante na cultura baiana. Até o século 19, os baianos eram essencialmente católicos, com um sincretismo de religiões africanas e indígenas. Todo baiano tinha um santo, todo santo tinha seu dia e, no dia de cada santo, tinha festa. Muitos baianos ainda vivem essa tradição.
Na música, os baianos primam. Na Bahia nasceu o samba, o lundu, o axé, o trio elétrico, a guitarra baiana e a Timbalada de Carlinhos Brown. Também a bossa nova foi criada pelo baiano João Gilberto. Outro baiano, Raul