Influência africana na cultura baiana
Costumamos ouvir que o carnaval é uma grande mistura étnica e de culturas. E de fato é! Não só pela questão do turismo internacional, mas pela mistura que remete todo princípio histórico do descobrimento do Brasil. Durante nossa formação fundamental, ouvimos falar sobre Pedro Álvares Cabral, caravela, pau-brasil, europeus e escravidão dos negros e índios. Até hoje, se têm marcas e cicatrizas visíveis desse período histórico. Vemos especificamente o sofrimento da sobrevivência humana registrada pelo preconceito.
A manifestação carnavalesca reafirma tanto a mistura étnica, quanto o preconceito, vistos claramente nos blocos. A corda que protege o tão cobiçado bloco, é a mesma corda que proporciona aos cordeiros uma diversão mais próxima do desejado, também é a mesma que mantém a pipoca no seu devido lugar. Ou seja, os de pele branca com poder aquisitivo separados dos afrodescententes da classe baixa (baixíssima).
É de se estranhar, porque a maioria dos foliões, sempre focam seus olhares apenas nos blocos tradicionais e ignoram os blocos afro? A falta de conhecimento gera o desinteresse sobre as raízes africanas. Nem imaginam que o som dos tambores e principalmente a dança são características da influência