Críticas Adoro Cinema do filme Um Sonho Possível
Baseado numa história real, Um Sonho Possível chega nos cinemas brasileiros depois de render um Oscar para Sandra Bullock e o mérito de mostrar que ainda existe gente boa no mundo. Se foi romanceado ou não, o que se percebe claramente é que o sucesso inconteste nos Estados Unidos tem, pelo menos, uma razão óbvia: a paixão pelo futebol americano. Contudo, ao juntar um personagem real do esporte idolatrado ao componente da pobreza, dos filhos abandonados, a fórmula se potencializou e deve ter contagiado até os membros da Academia, uma vez que o papel não dá para tanto. É honesto.
Na história, Big Mike (Aaron Quinton) era filho de uma mãe viciada em drogas e não tinha onde dormir. Embora tivesse jeito para os esportes, faltava nele algo mais do que o dinheiro. Faltava amor e ódio. Por mais confuso que possa parecer, o menino que aprendeu a fechar os olhos para esconder as coisas ruins (ou se esconder delas), tornou-se um poço de ternura, não deixando que a amargura tomasse conta de sua vida. Assim, ele apenas sobrevivia e só passou a "existir" quando encontrou o amor de verdade numa família de brancos livres de preconceitos. Com uma trilha sonora legal e diálogos curtos com doses de emoção o longa escorrega em vários momentos por parecer artificial demais. E, certamente, os mais atentos vão ter esta impressão, por exemplo, ao ver o pequeno SJ (Jay Head) treinando Big Mike, o personagem de Bullock encarando os viciados ou a reação dela após um acidente. É muita compreensão. E o roteiro tem várias partes assim.
Incomoda um pouco ver as cenas da "nova mãe" bancando a durona com os treinadores e tudo o mais. Parece mentira, mas não é. É bonito saber que foi verdade, mas duro de acreditar. Seria este paradoxo outra razão para tanto sucesso? Entre as curiosidades, a presença de treinadores verdadeiros participando do filme em momento de humor, a citação do clássico Conduzindo Miss Daisy em forma de deboche e as