Bolha imobiliaria
Este texto tem por objetivo sintetizar os pontos julgados mais relevantes tratados na reunião realizada na ABECIP, no dia 15/08/2007, bem como da apresentação do Dr. Willian Charles Handorf, ex-diretor do FED e atual diretor do Federal Home Loan Bank of Atlanta, professor de economia e finanças imobiliárias da George Washington University.
Além de destacar os pontos mais relevantes apresentados pelo Dr. Willian, buscamos analisar outras informações a respeito do tema, como também fazer um contraponto em relação à realidade brasileira, analisando possíveis convergências e divergências em relação à realidade americana.
Origem da crise imobiliária americana – período 2.001 a 2.003 – taxa de juros extremamente baixa, em torno de 1,0% a.a. Fomentou o consumo Incentivou o super-endividamento Inflacionou os preços dos imóveis
I
II
Potencial de créditos imobiliários de má qualidade existentes no mercado americano O total de crédito imobiliário para pessoas físicas nos Estados Unidos é da ordem de US$ 10 trilhões. Deste volume, algo entre 14% e 20% é caracterizado com subprime e outros 10% como “alternativo”. Portanto, abstraindo o risco de contaminação do crédito prime, em torno de 30% do estoque de contratos pode ser classificado como de má qualidade, ou seja, algo em torno de US$ 3 trilhões. III Com quem estão esses créditos de má qualidade? Empresas Securitizadoras........................60% Bancos......................................................32% Outros.......................................................08%
IV
Característica marcante do tomador subprime e a diferença básica em relação ao tomador “alternativo” Subprime - Indivíduo com histórico comprovado de contumazes atrasos, porém, embora seja constante a irregularidade no fluxo de pagamento, alternando médios com grandes atrasos, normalmente não resulta em insucesso definitivo, ou seja, na necessidade de