Argentina: A Excecao Latino-Hispanica
A Argentina é um país muito diferente dos outros países latino-americanos. Após anos de empenho, o país finalmente conseguiu estabelecer uma identidade nacional, o que foi muito difícil devido à heterogeneidade de sua população. O país teve um grande decréscimo econômico que pôde ser observado pelo mundo ao desdobrar das últimas décadas. No final da década de 1990 o peso estava igualado ao dólar americano e hoje, em 2014, um dólar corresponde a dez pesos argentinos. Esse país letrado e instruído me atraiu para que eu deixasse minha vida no Brasil e fosse estudar em Buenos Aires. Mas por que eu tinha que comprar dólares no mercado negro para pagar meu aluguel? Hoje, vivendo no Brasil, vejo ainda não tenho respostas e sou coagido a recorrer às mais diversas fontes para encontrá-las e enfim compreender esse país onde vivi por dois anos, porém nunca entendi por completo. Eu não entendia por que meus amigos argentinos eram tão diferentes de meus demais amigos latino-americanos. Em minha busca por respostas, a explicação mais viável que encontrei para esse contraste argentino foi: a imigração. Porém outras perguntas também precisam ser respondidas, pois há um século a Argentina era considerada o país do futuro. Hoje vejo que o futuro para essa nação orgulhosa, porém frustrada, não chegou. Eu me pergunto: Argentina, qué pasó?
ARGENTINA: A EXCEÇÃO LATINO-HISPÂNICA
Quando os porteños querem comprar dólar, eles são obrigados a irem às cuevas, em português “cavernas”. As cuevas são escritórios ilegais onde se pode comprar moeda estrangeira no mercado negro. A Calle Florida, ou Rua Florida, além de ser a mais popular rua para compras entre os turistas do país, é também o principal ponto de venda de dólares no mercado negro. Depois de certo tempo vivendo no país, você até aprende quais cuevas têm as melhores cotações. As “cavernas” de pequeno porte podem manusear transações financeiras que variam entre U$ 50.000 e U$75.000 por dia. As demandas por dólares