O PASQUIM UMA ALTERNATIVA DITADURA MILITAR
Maria Regina Carvalho da Silva
Resumo Pretende-se delinear a importância da imprensa alternativa à época da Ditadura, mais especificamente ao ser imposto o Ato Institucional no. 5 (AI-5), personificado através do O Pasquim que de modo irreverente faz críticas ao sistema ditatorial, à censura, aos militares e o uso arbitrário de seu poder que resultou em prisões, desaparecimentos e mortes. A ditadura militar instalada no Brasil no período compreendido entre 1964 a 1985 se caracteriza como uma das fases mais repressivas e antidemocráticas na história da República brasileira.
Palavras Chaves imprensa alternativa Ditadura censura repressão
Ditadura
O humor era a arma dos integrantes do "Pasquim" para combater o regime militar brasileiro (1964-1985). E era uma arma poderosíssima. Não por acaso, o grupo vivia às turras com a censura, sempre davam uma cutucada em temas que os militares repudiavam. Quando a censura na parte interna do jornal era inevitável, o grupo dava o troco nas capas. Mas as cutucadas nos militares não eram a única fonte de inspiração do grupo. Havia outras, muitas umbilicalmente atreladas à época. (NASCIMENTO, CARVALHO, 2003)
A ditadura militar instalada no Brasil no período compreendido entre 1964 a 1985 se caracteriza como uma das fases mais repressivas e antidemocráticas na história da República brasileira. É marcada ainda por ter sido a mais longa das ditaduras militares que se estabeleceu na América Latina, a partir dos anos 60. Com a implantação do Ato Institucional Nº 5, em fins de 1968, deu-se início ao período de maior controle social do regime militar com a utilização descontrolada do aparato repressivo do Estado de Segurança Nacional, que buscava a segurança interna absoluta para a aplicação das políticas econômicas e sociais do governo. As principais medidas do AI-5 podem ser resumidas na centralização política do poder Executivo em contrapartida às restrições