o papel do farmacêutico na sociedade
658 palavras
3 páginas
Ainda antes da existência do farmacêutico, este papel era desenvolvido pelo boticário que preparava e vendia medicamentos, ao mesmo tempo que fornecia orientações aos seus clientes sobre o uso dos mesmos, e por vezes até os prescrevia. Nos dias de hoje, o farmacêutico está vocacionado para cumprir o seu papel perante a sociedade, responsabilizando-se pelo bem-estar do doente e contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida. O compromisso que o farmacêutico assume perante a sociedade passa pelo aconselhamento de quem procura ajuda, assim como deve estar orientado para a educação na saúde, atendimento aos clientes e o acompanhamento farmacêutico aos mesmos. O farmacêutico deve ter um papel pró-activo na medida em que apoia no registo de terapêutica, parâmetros, medição e avaliação dos resultados. O objectivo último é prestar um serviço de qualidade com a transparência de que a sua função é de parceiro. No entanto, esta noção foi-se deteriorando nos últimos anos, muito graças à postura adoptada pelas estruturas governamentais, bem como alguma indústria farmacêutica, que tendem a desvalorizar este profissional e o seu papel em detrimento de interesses economicistas e comerciais. Neste seguimento, o próprio produto em si, o medicamento, passou a ser visto pela sociedade como um bem de consumo e não uma necessidade. Nos dias de hoje, alguns medicamentos são considerados como uma solução "mágica”, quando no fundo têm a mesma finalidade que qualquer outro, ser um meio ou instrumento para se alcançar um resultado, seja este paliativo, curativo ou preventivo. Cada vez mais a classe farmacêutica está vocacionada para focalizar o seu trabalho nas necessidades do doente, por isso considera emergente consciencializar a sociedade que o medicamento enquanto produto farmacêutico é direccionado para o paciente, com a preocupação de que os riscos inerentes à utilização deste produto sejam minimizados. Neste contexto da prática farmacêutica, no qual a