O MODELO PROGRESSISTA
O espaço do modelo progressista é amplamente aberto, rompido por vazios de verdes, têm como uma exigência da higiene. Relatam que o verde oferece particularmente um quadro para momentos de lazer, consagrado à jardinagem e à educação, uma sistemática ao corpo.
O espaço urbano é traçado conforme uma análise das funções humanas. Classificam e localizam separadamente as diversas formas de trabalho como industrial, liberal e agrícola. A lógica e a beleza devem coincidir.
A cidade progressista recusa qualquer herança artística do passado, para submeter-se exclusivamente às leis de uma geometria natural, ela elimina a possibilidade de variantes ou adaptações a partir de um mesmo modelo.
Entre os diversos edifícios tipos, o alojamento padrão ocupa, na concepção progressista um lugar importante e privilegiado. Se analisarmos os elementos, enquanto conjunto percebemos que ao contrário da cidade ocidental tradicional, ela não constitui mais uma solução densa e maciça, mas propõe uma localização fragmentada,atomizada: na maior parte dos casos, os bairros, as falanges, auto suficientes, são indefinidamente justapostos. O espaço livre preexiste, há uma abundância do verde e de vazio que exclui uma atmosfera propriamente urbana.
O plano da cidade industrial feita por Tony Garnier foi terminado em 1901. No projeto da cidade há uma separação de funções: trabalho, habitação, lazer e saúde.
“Uma cidade industrial tem como princípios diretores a análise e a separação das funções urbanas, a exaltação dos espaços verdes que desempenham o papel de elementos isoladores, a utilização sistemática dos materiais novos, em particular do concreto armado.” (CHOAY, 1979, pág. 163).
A reflexão sobre a desordem da cidade industrial consolidou-se em modelos espaciais, exemplares e reprodutíveis. Um deles assumiu a forma de uma utopia progressista e o outro a forma de uma utopia nostálgica. O modelo progressista fundamenta sua crítica à cidade industrial na situação de