"O homem cordial” e “jeitinho brasileiro”
Sua cordialidade preza os princípios sagrados (e são tantos) do nosso modelo consolidado de vida social, impõe seu espírito patriarca e a influência ancestral dos padrões de convívio humano nos meios públicos faz com que tenha dificuldade na transição, deixar de ser um indivíduo para torna-se um cidadão, pois é extremamente individualista, avesso aos rigores e as hierarquias.
Em suma, tendo assim como regra geral a necessidade de estabelecer intimidade com quem se relaciona, transmitindo sua hospitalidade, generosidade e etc. Tendo uma forma de convívio ditada por uma ética na qual o fundo emotivo rege seu modo de ser.
Jeitinho Brasileiro – modo como é chamado o rompimento da burocracia, ou não cumprimento das leis rigorosas e violando um pouco o formalismo, através de uma ação para sucumbir situações adversas impostas pela sociedade.
Surge de um acontecimento imprevisto, inoportuno e adverso aos objetivos de cada indivíduo, não cabendo ai uma estratégia para resolvê-lo, e sim uma maneira especial rápida e que produza resultado em um curtíssimo espaço de tempo, não importando esse ser for definitivo ou provisório, legal ou ilegal.
Quem concede ou quem recebe o Jeitinho estão sempre em situações iguais, tendo em vista que qualquer um pode receber a retribuição de um jeitinho que não foi concedido por ela. E fica a noção de que sempre que houver oportunidade as pessoas dão um jeitinho umas para as outras, pelo fato que para se conceder ou conseguir um jeitinho é necessária apenas “boa vontade” e não sendo obrigatório qualquer grau de conhecimento entre ambas.
Em suma, o jeitinho para onde começa a corrupção e a diferença entre ambos é qual vantagem material advinda da situação adversa