O fundamento psicológico da crença nos espíritos
Em geral a crença nos espíritos é acompanhada da idéia de que estes seres são espíritos ou almas de pessoas mortas. No Iluminismo racionalista há um ressurgimento da crença nos espíritos a nível superior como um interesse científico intenso, como uma necessidade de iluminar o caos sombrio dos fatos duvidosos, com a luz da verdade. Os nomes de Crookes, Myers, Wallace, Zoellner e muitos outros autores ilustres simbolizam este renascimento e esta renovação da crença nos espíritos. Mesmo que se questione a natureza real de suas observações, pondo de lado qualquer temor pessoal em acender uma nova luz neste domínio tenebroso. Foram eles que chamaram a atenção para os fenômenos de origem psíquica, que pareciam estar em completa contradição com o materialismo de sua época. A dependência extremada do primitivo em relação as circunstâncias a seu meio ambiente e suas emoções mal controladas o prende a realidades físicas de tal forma a percepção de uma realidade espiritual. Para o primitivo, o fenômeno dos espíritos é uma evidência imediata da realidade do mundo espiritual. Em geral,admite-se que aparições são muito mais frequentes entre os primitivos do que entre os povos civilizados, e daí se conclui que a aparição de espíritos é mera superstição. É fora de dúvida que o homem civilizado se ocupa muitíssimo menos com a hipótese dos espíritos do que o primitivo, mas para C.G.Jung, é também fora de dúvida que os fenômenos psíquicos são muito mais raros entre os civilizados do que entre os primitivos.
Uma das principais fontes da crença do primitivo nos espíritos é o sonho. Um exemplo bastante ilustrativo neste sentido é o fato de que, muitas vezes, nos sonhos aparecem figuras de pessoas falecidas. As mentes ingênuas acreditam facilmente que são as almas de mortos que voltam a se manifestar. Uma outra fonte da crença nos espíritos são as doenças psicógenas, os distúrbios nervosos, especialmente os de natureza histérica