O Estudo Das Atitudes E Sua Aplicabilidade Em Campanhas De Sa De 1
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS - CCHN
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA SOCIAL E DESENVOLVIMENTO – DPSD
ESTUDOS CONTEMPORÂNEOS EM PROCESSOS PSICOSSOCIAIS E DO DESENVOLVIMENTO
JOSIANE REZENDE ARAÚJO
MAYARA SANAZARIO NEVES
O ESTUDO DAS ATITUDES E SUA APLICABILIDADE EM CAMPANHAS DE SAÚDE
VITÓRIA
2014
O estudo das atitudes e sua aplicabilidade em campanhas de saúde
A comprovação da relação entre atitudes e comportamentos tem motivado a busca de grande parte dos psicólogos, pois os mesmos consideram que o conhecimento da primeira levará a previsão da segunda (D’Amorim, 2000). O estudo das atitudes passou por diversas etapas (Mc Guire, 1986, Fazio & Zanna, 1982, Shaffer & Tesser, 1990, citado por D’Amorim, 2000). No início, as pesquisas se concentravam na elaboração de escalas para medir as atitudes e suas mudanças. Após alguns anos o foco passou a ser a busca dos possíveis mediadores da mudança de atitudes, em especial os relativos às características da mensagem e de seu emissor. Atualmente, mais precisamente no início da década de 70, os estudos das atitudes tendem a pesquisar sua estrutura e seus determinantes (Ajzen & Fishbein, 1970, Ajzen, 1973, 1977, Fishbein & Ajzen, 1975, citado por D’Amorim, 2000). De acordo com esses autores, o comportamento humano pode ser explicado e previsto usando apenas alguns conceitos, ligados entre si por uma estrutura teórica, denominada Teoria da Ação Racional (Fishbein, 1980, citado por D’Amorim, 2000).
A teoria parte do pressuposto de que a maior parte das atividades humanas possui relevância social e está sob controle volitivo, considerando assim a intenção de realizar, ou não, uma atividade, como o melhor previsor do comportamento futuro. Desse modo, salvo quando fatores situacionais interferem, a pessoa se comporta de acordo com a sua intenção (D’Amorim, 2000).
Para se entender o comportamento, a identificação dos determinantes das intenções torna-se