O ESTADO DEPOIS DO ESTADO O FIM DO ESTADO NATURAL PARA A CRIA O DE UM ESTADO COSMOPOLITA
PARA A CRIAÇÃO DE UM ESTADO COSMOPOLITA.
O objetivo deste artigo é demonstrar através das proposições 7, 8 e 9 do texto de
Kant “Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita”, como temos a passagem do estado de natureza em um Estado, para a formação de um Estado
Cosmopolita, para realizar uma interpretação mais sistemática das proposições 8 e 9, se faz necessário uma retomada das seções anteriores, veremos então desde a seção 1 a 6 de maneira sucinta para esclarecer alguns pontos, eventualmente iremos também abordar alguns pontos da segunda seção da “Fundamentação da Metafísica dos Costumes” e a obra de Norberto Bobbio “Direito e Estado no pensamento de Emanuel Kant”.
Kant propõe que a natureza dota o home de razão, segundo Bobbio “ a história humana iniciou-se quando o homem saiu da sujeição ao instinto e começou a vida em conformidade à razão. ”2 Assim a razão permitiu ao homem estabelecer escolhas, na
Primeira Proposição até a Quarta, Kant diz que tudo que o homem já fez, tem um proposito, a natureza tem um plano para a humanidade, pois sem um proposito o mundo se tornaria caótico, assim o homem é um ser natural porém dotado de Razão, e está é a fonte do bem e do mal, o homem deve abandonar o que é natureza nele e seguir o caminho da razão, para Kant o homem é a única criatura racional sobre a terra. A razão sendo a propriedade de ampliar a regra, vai além do instinto, ela trabalha com tentativa e erro, e progressivamente aumenta, porém como a existência física do homem é limitada acaba sendo impossível desenvolver plenamente sua razão. “ A natureza quis que o homem tirasse inteiramente de si tudo que ultrapassa a ordenação mecânica de sua existência animal e que não participasse de nenhuma felicidade ou perfeição senão daquela que ele proporciona a si mesmo, livre do instinto, por meio da própria razão. ”3
Kant pensa no belo natural, a natureza não exagera a bondade é fruto da razão, a