A lógica ao longo da história
Período Clássico (Século IV a.C ao Século XIX)
Parménides e Platão foram os filósofos que desenvolveram o estudo na qual podemos afirmar que as condições de um determinado raciocínio é correto, porém quem definiu e sistematizou a lógica como conhecemos hoje foi Aristóteles.
Para Aristóteles, a lógica tinha um objetivo metodológico na qual se tratava de mostrar o caminho correto para a investigação, o conhecimento e a demonstração científica. Caracterizava a lógica como uma ciência do raciocínio, posteriormente entendida para estabelecer formas de raciocínio ou inferências válidas.
Conhecida como Organon , foi o primeiro tratado sistemático das leis do pensamento para o alcance do conhecimento e a primeira tentativa séria de cobrir a lógica como uma ciência. O organon está dividido nas seguintes partes:
Categorias - teoria na qual os objetos são classificados de acordo com o que se pode dizer significativamente acerca deles;
Tópicos - escritos para orientar todos aqueles que tomam parte em competições públicas de dialética ou discussão;
Refutações dos Sofistas;
Interpretação - escritos sobre os juízos;
Primeiros Analíticos - escritos sobre o silogismo em geral;
Segundos Analíticos - escritos sobre a demonstração;
Para Aristóteles, as explicações só poderiam ser verdadeiras se os princípios gerais propostos por ele, de acordo com o método cientifico, fossem formulados adequadamente e as suas consequências corretamente deduzidas.
As fases são as seguintes:
1. Observação de fenômenos particulares;
2. Intuição dos princípios gerais (universais) a que os mesmos obedeciam;
3. Dedução a partir das causas dos fenômenos particulares.
Aristóteles foi o criador da teoria dos silogismos, que constitui um dos primeiros sistemas dedutivos já propostos, como por exemplo:
“Todo animal é mortal.
(Premissa maior – contém o termo maior (mortal) e o termo médio (animal))
Todo homem é um animal.
(Premissa menor