A cultura do Feijão
A cultura do feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) é uma planta que pertence família Fabaceae, chamado de leguminosa, ordem Rosales e gênero Phaseolus, originária do continente americano. Admitem-se dois locais de domesticação para esta cultura, sendo um
Andino e um Mesoamericano. Seu ciclo varia de 61 a 110 dias, o que o torna uma cultura apropriada para compor desde sistemas agrícolas intensivos irrigados, altamente tecnificados, até aqueles com baixo uso tecnológico, principalmente de subsistência (GONÇALVES,
2008).
O feijão é cultivado em 117 países em todo mundo, com produção em torno de 25,3 milhões de toneladas, em área de 26,9 milhões de hectares, considerando apenas o gênero
Phaseolus. Em 2006, 67,3 % (12,7 milhões de toneladas) da produção mundial foram originados de apenas seis países, sendo o Brasil o maior produtor (18,2% da produção). A cultura do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) pode alcançar altos níveis de produtividade, podendo ser ate 6 toneladas por hectare (100 sacos/ha), em condições ideais (REIS, 2010).
Nacionalmente, o feijão se destaca como importante fonte de proteínas na dieta alimentar, sendo um dos alimentos mais consumidos. Na safra de 2006/07 o Brasil produziu cerca de 3.336.100 toneladas de feijão, sendo o Paraná (795000 t), Minas Gerais (503.000 t),
Bahia (322.000 t) e São Paulo (314.000 t) os principais estados produtores. Um dos fatores mais significativos para explicar o baixo rendimento do feijoeiro é a baixa fertilidade dos solos tropicais, limitando a nutrição da planta; assim, o feijoeiro é considerado planta exigente em nutrientes, em razão do seu sistema radicular pequeno e pouco profundo e, também, ao seu ciclo curto (LEAL et al., 2008).
O Brasil é o maior produtor mundial de feijão comum (Phaseolus vulgaris L.), sendo que a produção total, na safra 2007/2008, atingiu mais de 3,5 milhões de toneladas (CONAB
2009). Entretanto, a produtividade média brasileira é baixa, com 915 kg ha-1,