Transplante de órgaos e tecidos
INTRODUÇÃO
O Brasil possui hoje um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes, o Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes. Com o crescimento progressivo deste procedimento fez-se necessário regulamentar esta atividade.
Transplantes consistem em métodos cirúrgicos de substituição de um órgão ou tecido de um indivíduo para outro, garantindo uma possível melhora na qualidade de vida do receptor. Muitos receptores conseguem ter uma vida longa e de qualidade, mas todos eles devem fazer o uso de medicamentos contra a rejeição, e possivelmente alguns contra os efeitos adversos destes.
Antes de chegarmos à transplantação propriamente dita é necessário falar sobre o processo de identificação do potencial doador e abordagem familiar, doação, captação e seleção do potencial receptor, e por fim transplante e recuperação.
A atuação do enfermeiro frente ao serviço de transplante é importante, pois o serviço prestado e a complexibilidade terapêutica envolvida fornecem o alcance das metas assistenciais para o reconhecimento desta classe profissional, que junto a uma equipe multiprofissional, exerce um papel técnico e ativo, sendo este o norteador desta população de potenciais doadores e receptores de órgãos, tornando o transplante uma experiência menos dolorosa para ambos. Ele Implementa atividades de educação e ensino do paciente e familiar/cuidador em todas as fases do período operatório da cirurgia, incluindo os cuidados com a terapia imunossupressora, coleta de exames clínico-laboratoriais, prevenção de complicações da doença de base e adesão ao tratamento proposto. Realiza entrevista e exame físico, buscando identificar complicações ou risco de instalação das mesmas, bem como o levantamento dos principais diagnósticos de