Trabalho
Curso de Psicologia – Psicologia Clínica I As possíveis contribuições à Psicologia Clínica das seguintes obras: “O Normal e o Patológico” de Georges Canguilhem e “História da Clínica” de Michael Foucault. Em sua a obra Foucault começa falando sobre o que é a Clínica, apenas no âmbito da medicina, e como ela se inicia. Primeiramente cita Hipócrates, o pai da medicina, e que a partir dele tem-se os três princípios básicos da clínica médica, que são a observação, a anamnese e o exame. Princípios que seguem até os dias atuais. A clínica referente à psicologia se institucionaliza com base em dois destes princípios, a observação e a anamnese, frisando a necessidade de enxergar o paciente. Porém se distancia da clínica médica inaugural devido a escuta. Segundo Foucault o olhar depende da Espacialização da doença e da Verbalização da doença. A espacialização se refere à divisão do corpo em partes, ao que se refere a localização das doenças no mesmo. E a verbalização está direcionada para uma melhor espacialização do olhar para com a doença. Freud que inaugura essa ‘clínica psi’, mostrando a importância da escuta no processo de fazer com que o sintoma fale, deixando de lado a hipnose. A psicologia se diferencia da clínica médica devido a especificidade de seu objeto, que é o sofrimento do indivíduo, que precisa da escuta para aparecer. É fato que a escuta é o diferencial da psicologia clínica, porém é válido ressaltar que a observação e a anamnese têm imenso valor para que o contexto da escuta seja compreendido. Uma boa observação de gestos, movimentos e um bom enfoque na anamnese se entrelaçam com a escuta bem direcionada. Canguilhem mostra a diferença entre o que é normal e o que é patológico a e o que esses conceitos podem favorecer na construção da psicologia enquanto clínica.
Primeiramente o autor descreve o significado de o que é normal.
‘ (...) é normal aquilo que é como se deve ser; e é normal, no sentido mais usual da