Tiros em Columbine e a Consciência Coletiva
O documentário “Tiros em Columbine” (2003), obra do cineasta Michael Moore, tem como foco o incidente ocorrido na Escola de Columbine, na cidade de Littleton, no Estado do Colorado, EUA, onde dois estudantes da escola entraram nela com algumas armas e munição e dispararam inúmeros tiros, matando doze alunos e uma professora.
“Tiros em Columbine” não apenas retrata uma tragédia, como também traz questões como o fácil acesso à armas de fogo, os homicídios realizados por jovens nos Estados Unidos em uma instituição de ensino médio, a intolerância da sociedade norte-americana e, finalmente, o desrespeito, a reação vingativa das pessoas com o intuito de chamar a atenção.
O cineasta questiona, ao longo do documentário os motivos que ocasionaram a agressividade entre os jovens, questionando inclusive jogos de videogame violentos e músicas de rock. Sem pontuar o real motivo da agressividade, Moore traça um paralelo entre a indústria de armas estadunidense e a possibilidade de compra de uma metralhadora semiautomática por um cidadão comum, ao conduzir a história de uma das maiores fábricas de armamento de destruição em massa do mundo, a Lockheed Martin.
Na cultura norte-americana, o uso da arma de fogo é apresentado como forma de autodefesa. O documentário também explora a importância da participação da mídia em uma sociedade violenta como a americana. Com esses dois pontos, em dado momento do filme, Moore indaga a um jornalista qual seria sua escolha de cobertura de reportagem entre matérias que envolvessem o uso de arma de fogo ou outra que tratasse de um afogamento, ou da poluição que atinge as cidades prejudicando vidas. A resposta do jornalista foi que daria preferencia à cobertura da notícia com envolvimento de arma de fogo.
“Tiros em Columbine” desperta um senso crítico frente a problemas que a sociedade norte-americana e outras vivem atualmente, onde