Texto sobre Virginia Woolf
Neste texto, Virginia Woolf pretende ensinar a maneira mais correta de ler um livro. Apesar de dizer que “não há leis acerca disso”, a escritora sabe que são poucos, aqueles que o conseguem fazer corretamente, dando alguns palpites e impulsionando o leitor a adquirir o seu próprio método de leitura.A autora afirma que os livros são todos diferentes e que para isso temos que ter uma diferente abordagem, dependendo do livro. Mais tarde, acaba por se contradizer: “os livros têm muito em comum”. Com esta incoerência, Virginia salienta aquilo que já tinha referido, não existem normas e é necessário saber interpretar o livro à nossa maneira.
Em primeiro lugar, para melhor compreensão daquilo que lemos, devemos considerar o papel dos autores, perceber como veem as coisas, como as sentem e de que maneiras escrevem aquilo que sentem. Para isto, comparou três grandes escritores, Defoe, Thomas Hardy e Jane Austen, dando como exemplo um mendigo na rua. Defoe, aposta numa interpretação mais precisa e factual, numa narrativa que aborde o espaço, neste caso, a rua do mendigo. Pelo contrário, Jane Austen prefere focar-se na história da personagem e criar vários fios condutores de maneira a poder expressar a sua opinião sobre o mendigo. A escrita de Hardey é mais teatral, trágica e sinistra, explora o lado obscuro do mendigo. Ao rematar, Virginia, conclui que cabe às pessoas decidir aquilo que mais gostam de ler, pois todos temos um gosto diferente. A compositora opina que os livros mais difíceis de ler são aqueles que nos dão mais gosto no final. Alega que não nos devemos prender a livros chatos e cheios de factos, como biografias e enciclopédias, mas sim a “livros a sério”, aqueles que são escritos com a imaginação, como um Flaubert ou um Tolstoi. Para a escritora, saber ler poesia passa por ter bastante paciência e muita imaginação. A poesia desperta a consciência, o nosso sentido de razão, faz com que seja necessário “compreender com os