Resenha: a objetividade no jornalismo
Maria Mirna Feitoza neste texto aborda a exatidão jornalística, discutindo até onde ela acontece, ou seja, ela quer saber de é possível descrever os fatos tal e qual a sua realidade. Já que inúmeros erros são cometidos por jornalistas e pouquíssimos tem a coragem de assumi-los. Ela destaca também alguns fatores que contribuem para que estes ocorram, dentre eles estão a exigência na rapidez da noticia, na sua elaboração, no seu fechamento, no acumulo de funções dos jornalistas e na não checagem da noticia, confiando inteiramente na sua fonte. Para ela, o fato da linguagem jornalística ser um sistema de signos, fica difícil de conseguir essa representação tão fiel. Para este estudo, a jornalista leva em consideração as condições de parcialidade, referencialidade e alteridade e como referência de teoria ela usa as concepções de signo e realidade de Pierce. Analisando esses estudos ela conclui que a exatidão não é possível, mas deixa bem claro que a proposta do texto não é justificar os erros cometidos pelos jornalistas, e sim mostrar que apesar de todos os recursos isso não acontece, porque a linguagem jornalística e extremamente semiótica e muito vulnerável. Ela acredita que se os erros não ocorressem viveríamos num mundo totalmente ilusório, ou seja, acreditaríamos na exatidão jornalística é capaz de descrever a realidade perfeitamente. Maria Mirna Feitoza diz que se é compreensível de que muitos jornalistas na ânsia de acertar acabem errando e não reconhecendo seus erros, já que para dependem de sua credibilidade. Mas também reconhece que ser vitima do erro é muito mais doloroso, no texto ele cita como exemplo o caso da escola Base. Para ela o erro faz parte da busca pela verdade, e que só após a sua descoberta se faz possível representar de maneira fiel o objeto que