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Quando olhamos os noticiários na televisão e ouvimos que milhares de crianças e adolescentes estão submetidos ao trabalho infantil, podemos ler, segundo os dados do Censo de 2010, que eles representam 3três milhões da população brasileira entre 10 e 17 anos, ocupados em algum tipo de trabalho. Diante deste quadro em que a educação está em detrimento do trabalho, as crianças e adolescentes deixam exatamente de participar de uma das tarefas mais importantes de suas vidas que é estudar.
O estudo, que, aliás, é prioridade, tem sido afetado em diversas cidades do Brasil pelo trabalho infantil, cuja atividade é proibida pela Constituição Federal, com exceção do seu caráter de aprendizagem, uma vez que o documento diz que até os 16 anos toda forma de trabalho exercida por crianças e adolescentes se configura como crime.
Este cenário é fruto de uma sociedade com má distribuição de renda, ainda que ultimamente alguns tenham tido relativo acesso a bens e serviços, mesmo assim o alto índice de desigualdade social revela a precariedade que algumas famílias têm e, com isso as crianças se veem obrigadas a trabalharem desde cedo. Neste sentido, o estudar como prioridade das crianças ratificada em diversos documentos, inclusive no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), virou precariedade porque a frequência escolar foi substituída pelo exercício do trabalho que na maioria das vezes revelam para as crianças um penoso, perigoso e insalubre espaço para seu desenvolvimento.
Outro dado importante é que a questão acima vai além do trabalho infantil, pois este é porta de entrada para a exploração sexual e o exercício de atividades ilícitas como o tráfico de drogas. Se perguntarmos