Pesquisa com células-tronco avança rumo à criação de órgãos
Pela primeira vez, cientistas japoneses da escola de medicina da Universidade de Yokohama conseguiram reproduzir in vitro a partir de células pluripotentes induzidas (iPS) um fragmento de fígado humano que ao ser transplantado em ratos funcionou corretamente.
Essa técnica, que segundo os pesquisadores pode começar a ser testada em humanos daqui a dez anos, provavelmente poderá ser aplicada a pulmões, rins e pâncreas, e constitui um avanço promissor como alternativa aos transplantes atuais, nos quais os órgãos são escassos e geram rejeição no receptor.
Enquanto isso, pesquisadores europeus e americanos criaram microrrins e microcérebros humanos em laboratório, que também podem ser utilizados para testar novos tratamentos ou remédios com maior confiabilidade que quando se experimenta apenas com ratos.
Uma equipe de cientistas japoneses já iniciou o primeiro exame clínico do mundo com humanos usando células-tronco iPS, consistente em extrair mostras de pele humana para gerar células capazes de se transformar em tecido de retina que depois será implantado em pacientes que sofrem uma degeneração associada à idade.
A medicina regenerativa também deu um grande passo graças às impressoras 3D, que reproduzem um objeto camada por camada a partir de informação digital e que já servem para desenvolver próteses sólidas para substituir massa óssea perdida devido a uma doença ou um acidente.
Em março, um homem recebeu nos Estados Unidos um implante em 3D para substituir 75% de seu crânio, e um mês antes pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA) recriaram, a partir da cartilagem de uma vaca, uma orelha de forma e características