Lingua Portuguesa
Por exemplo, em português, a palavra “cantávamos” pode ser segmentada em morfemas que indicam tempo (-va-) e pessoa+número (-mos). Este último funde duas categorias gramaticais, coisa que não ocorre em uma língua aglutinante típica.
A maioria das línguas indo-europeias são flexivas, inclusive o português. Uma exceção é o inglês, que perdeu a maioria de suas flexões e tornou-se na prática uma língua analítica. As línguas semíticas também são flexivas.
Todas as línguas flexivas possuem uma flexão desenvolvida em alguma das categorias gramaticais. No latim, no grego clássico, no sânscrito e em muitas outras línguas indo-europeias antigas, esta flexão atinge tanto ao substantivo e ao adjetivo como o verbo, sendo a ordem razoavelmente livre.
Em muitas línguas indo-europeias modernas da Europa, a flexão nominal tem sido minimizada, sendo mais analíticas, mas conservando ainda no verbo bem mais flexões de tipo fusional. Este último fato se aprecia com maior clareza nas línguas românicas. No entanto, cabe assinalar que nem todas as línguas com flexão abundante são flexivas, como o turco, que é aglutinante.
A língua portuguesa, também designada português, é uma língua românica flexiva originada no galego-português falado no Reino da Galiza e no norte de Portugal. A parte sul do Reino da Galiza se tornou independente, passando a se chamar Condado Portucalense em 1095 (um reino a partir de 1139). Enquanto a Galiza diminuiu, Portugal independente se expandiu para o sul (Conquista de Lisboa, 1147) e difundiu o idioma, com a Reconquista, para o sul de Portugal e mais tarde, com as descobertas portuguesas, para o Brasil, África e