Idealismo de Hegel
Diogo Ramos
Resumo
Fazemos uma pequena apresentação do idealismo hegeliano, dando especial atenção à sua tentativa de resgatar certos aspectos da filosofia antiga, em especial a noção aristotélica de substância, cuja rejeição pode ser dita a grande peculiaridade da corrente epistemológica moderna, desde Descartes até Kant. Por o tema do idealismo em Hegel ser por demais complexo e vasto de forma alguma temos pretensão de ter abordado plenamente o assunto, limitando-nos por isso a algumas considerações que possam servir como uma primeira introdução à filosofia hegeliana, em particular à sua Lógica.
Palavras-chave
Hegel, Idealismo, Substância.
Diogo Ramos é Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade Federal de
Santa Catarina.
ENSAIO SOBRE O IDEALISMO HEGELIANO
Faremos aqui uma breve introdução ao idealismo hegeliano, dando especial atenção à sua tentativa de resgatar aspectos da filosofia tradicional, em especial a noção de substância, cuja rejeição pode ser dita a grande peculiaridade da corrente epistemológica moderna, desde Descartes até Kant. Como o tema do idealismo em
Hegel é demasiadamente complexo e vasto, de forma alguma pretendemos dar cabo plenamente ao assunto, limitando-nos por isso a algumas considerações que possam servir como uma primeira apresentação da filosofia hegeliana, em particular à sua
Lógica.
Como nada seria mais injusto com o pensamento hegeliano do que rejeitar o rigor da cientificidade (por mais que ela hoje nos possa parecer incompatível com a filosofia) e se abandonar na arbitrariedade de um discurso poético-literário qualquer, cabe reiterar a exigência de uma disposição aberta em aceitar a toda razão que se nos possa apresentar. Por isto, de fato, devemos explicar, esclarecer até, na medida em que o esclarecimento seja o fazer vir à tona a verdade em questão. O discurso deve simplificar o tópico sim, mas somente no sentido bem