Idade Contemporânea
Período marcado por distintas concepções e fundamentações morais. Seu ponto em comum é a recusa de uma fundamentação exterior, transcendental, sendo centrada no indivíduo concreto e na origem dos valores e das normas morais, contrapondo principalmente a ética formalista de Kant, pois a vontade individual seria apenas um dos elementos da vida ética de uma sociedade em seu conjunto, sendo assim, a moral seria o resultado da relação entre o indivíduo e o conjunto social em cada momento histórico. Um dos expoentes deste período foi Karl Marx (século XIX) que entendia a moral como uma produção social que atende a determinada demanda da sociedade. Esta demanda deve contribuir para a regulação das relações sociais. Como as relações sociais se transformam ao longo da história, transformam-se também os indivíduos e as moralidades que regulam essas relações conscientemente, portanto, para Marx a moral seria uma das formas assumidas de Ideologia dominante em sociedade, pois difunde determinados valores que são necessários à manutenção dessa sociedade. Na tentativa de respostas e fundamentação para uma ética contemporânea um campo que se abriu a partir de meados do século XX foi a análise da linguagem. Um dos filósofos que se destacou nesta área foi Jurgen Habermas, fundamentando uma Ética Discursiva. Sua ética é baseada na relação entre os sujeitos valorizando as capacidades de diálogo e entendimento mútuo, ou seja, as normas morais são discutidas e decididas consensualmente em que os valores são validados e legitimados a partir da decisão de todos. Devido a isto, a ética de Habermas é processual, não sendo portanto, um projeto definitivo e acabado, pois as pessoas teriam autonomia de decidirem o que é melhor para elas. A Ética Discursiva de Habermas neste sentido busca valorizar a democracia como fonte primordial para uma regulamentação social.