Há lugar ainda paraa métodos
Como a brincadeira pode ser produtora de conhecimento e de cultura para a criança? O presente trabalho bem o objetivo de compreender as situações lúdicas como produtoras de conhecimento e de cultura. Partimos da leitura do texto “A aprendizagem por meio da brincadeira” de Spodek e Olivia N. Saracho, e “O brincar como um modo de ser e estar no mundo” de Ângela Meyer Borba.
Após a leitura dos textos, iniciamos as observações de crianças no momento de brincadeira, a primeira criança de zero a três anos de idade, e a segunda de cinco anos de idade, as observações tiveram a duração de 30 minutos e sem intervenção dos observadores nas brincadeiras da criança.
Zero a três anos
Lara, 2 anos e 9 meses
Lara foi observada brincando em sua própria casa. Inicialmente perguntei o seu nome, sua idade, se estuda e o que gosta de fazer. Ela respondeu com muita facilidade e logo tomou a iniciativa da brincadeira. Espontaneamente foi logo pegando a caixinha de jogos de memória, e me chamou para seu quarto, quando entrei, a mesma já tinha distribuído as peças em cima de uma mesinha e sentou-se na sua cadeira, convidando-me para sentar e vê-la brincando.
Spondek e Saracho classificam o jogo da memória como uma brincadeira manipulativa, situada dentro da categoria de jogos, que requer pouco movimento, mas uma grande dose de atenção. De acordo com Borda, a brincadeira é recriada a partir do que a criança traz de novo, com seu poder de imaginar, criar, reinventar e produzir cultura. Ao tirar às figuras a criança tem um desenvolvimento de percepção visual, memória, atenção e concentração em relação ao jogo.
Contudo percebi que a criança, no momento que estava jogando, a cada passo procurava relatar fatos vividos no seu cotidiano. Um exemplo claro foi quando tirou uma figura do porco, relatou que o mesmo era sujo, pois teria visto na casa do vovô. A brincadeira de jogos de memória pode ser usada pelos professores como forma de aprendizagens da criança, para melhorar suas