Historia
Uma análise do quadro As Meninas, do artista espanhol Diego Velázquez.
fig.266 pag. 409
Em 1656, Velázquez finaliza sua obra célebre, conhecida como As Meninas, expressão portuguesa aplicada às damas de honra - ou de companhia - da princesa Margarida María, representada no centro do quadro. Em 1666, no inventário do Palácio, esse quadro havia recebido a denominação de "Su Alteza la Emperatriz con sus damas y un enano". Em 1734, foi intitulado "La familia del rey Felipe IV". Somente em 1843 recebeu a denominação de "Las Meninas", quando foi incluído no catálogo do Prado por Pedro de Madrazo. Além da figura de Velázquez, em autorretrato, segurando com uma das mãos um fino pincel e, com a outra, uma paleta, vê-se, ao centro do quadro, a Infanta sendo atendida por duas damas de honra: María Augustina Sarmiento, que lhe oferece uma jarra de água, e Isabel de Velasco. No ângulo direito estão os anãos Mari Bárbola e Nicólas Pertusato. O plano médio está ocupado pela dama de honra Marcela de Ulloa e, a seu lado, um guarda-damas sem identificação. Atrás, em uma porta aberta, aparece José Nieto, apresentador da rainha. Finalmente, refletidos em um espelho, ao fundo, os reis Felipe IV e Margarida da Áustria.
As Meninas retrata uma cena, no instante da pausa do pintor, que segura um fino pincel com uma das mãos e a paleta com a outra, para observar o modelo diante de si, pintado na tela de costas para nossos olhares de espectadores
O espectador vê sua imagem invisível tornada visível aos olhos do