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As estafetas são provas utilizadas no atletismo e na natação e consistem na divisão da distância a percorrer por um determinado número de atletas, cabendo a cada um cumprir uma parte igual do percurso. No atletismo, no fim de cada percurso, os corredores têm de entregar um testemunho (um bastão) ao colega que inicia a corrida seguinte. A passagem do testemunho é feita em andamento e num espaço limitado de dez metros. Contudo, o atleta que recebe o testemunho pode começar a correr dez metros antes. Esta fase da corrida é muito importante, pois uma má sincronização pode deitar tudo a perder. Na natação, o processo decorre de maneira diferente. Um nadador só se pode atirar à água depois do seu antecessor tocar na parede da piscina.
As estafetas de atletismo compreendem os 4x100 metros, onde predomina o poder de aceleração dos atletas, e os 4x400 metros, onde o que mais conta é a velocidade. Estas provas são, no atletismo, as únicas onde há trabalho de equipa.
As corridas de estafeta apareceram por volta de 1880, nos Estados Unidos da América, quando os bombeiros de Nova Iorque resolveram organizar competições de caridade onde, a cada 270 metros, passavam o testemunho, na altura uma bandeira. Entretanto, dois professores da Pensilvânia viram as potencialidades deste estilo de corrida e, em 1893, organizaram a primeira prova oficial de estafetas. O testemunho utilizado era de madeira e tinha 30 centímetros de comprimento, mas depois deu lugar a um de plástico. Mais tarde, passou a ser utilizado um cilindro metálico ainda mais leve.
As provas de estafeta estrearam-se nos Jogos Olímpicos na edição de 1908, em Londres, mas na altura com um formato bem diferente do atual. A prova era composta por duas corridas de 200 metros, uma de 400 e outra de 800. No total, eram percorridos 1600 metros, exatamente a mesma distância que se corre agora
nos 4x400 metros. Os atuais modelos de 4X100 metros e 4X400 metros começaram a ser corridos em 1912, em Estocolmo.